De Bar em Bar: Petisqueira Martinho, na Ilha, um boteco classe AAA

O camarão crocante: apenas peça – Foto de Bruno Agostini®
Existem lugares que a gente conhece e logo se apaixona por eles, sem saber as razões. Tipo amor à primeira vista.
Hoje ocorreu comigo. Não foi bom, foi ótimo.
No caso da Petisqueira Martinho, na Ribeira, Ilha do Governador, eu sei perfeitamente o que me fez ficar encantado com o lugar.
Primeiro, através da simpatia da dona, Úrsula, a quem conheci na semana passada nos eventos da  VI Settimana della Cucina Italiana nel Mondo, no Consulado da Itália.
Isso me fez ir até a Ilha, onde já tinha por coincidência uma reunião marcada, um pouco mais cedo do que o previsto, para visitar o bar. Isso, claro, depois de espiar o Instagram deles (@petisqueiramartinho). Não existe coincidência.
Ela contou que a família tem uma peixaria há mais de 50 anos na Ribeira.
E que em 2007 abriram o bar, logo ao lado, com cardápio luso-carioca, e algumas outras exceções estrangeiras, como paella.
– Desde o início a ideia era ser um boteco, de pescados e um pouco português, origem da família. Mas os clientes pediam pratos fartos, para dois ou três, para famílias, e aí fomos ampliando o menu – conta ela.
As tirinhas fritas de bacalhau são inspiradas nas pataniscas – Foto de Bruno Agostini®
Logo que cheguei comi “tequinhos” de bacalhau como boas-vindas, pois estão testando a receita.
Não deixe de pedir os pastéis de baclhau, ou melhor, bolinhos… – Foto de Bruno Agostini®
E também excelentes bolinhos de bacalhau, muito bem desfiado, com massa uniforme e cremosa, e casquinha crocante. Dos melhores do Rio, onde há uma excelente oferta deste salgado.
A tigelinha de bacalhau, uma espécie de escondidinho – Foto de Bruno Agostini®
Junto, pedimos mais bacalhau, para acompanhar o Vinho Verde Guigas da Quinta da Lixa: tigelinhas com requeijão e uma solitária azeitona preta.
Tudo com a pimenta de nome adequado chamada “Ardência no Regaço”, da Cia das Ervas.
Sabem cozinhar, pensei.
Foi, então, que surgiu a travessa de camarões crocantes, fritos com a casca.
Foi sugestão da casa, e mesmo não sendo fã de camarão com casca, porque não acho palatável (as perninhas eu amo!), eu topei.
Replay na imagem – Foto de Bruno Agostini®
Pois bem, senhoras e senhores. Nunca comi nada igual. A casca muda de textura e está impregnada de sabor. Nunca comi nada igual, repito, e por isso eu abro o post com eles, na foto 1. Sublime. Surpreendente. Vou recomendar a Deus e o mundo. Porque é muito bom, diferente e farto. Camarões de qualidade, carne no ponto exato, casquinha crocante e saborosa, com textura que dá para comer, com prazer.
Tem sabor pronunciado de alho, fruto de sua marinada, e é frito por imersão, com leve passagem na farinha, o que deixa tudo sequinho e crocante, e segura o tempero.
Já marquei de voltar duas vezes. Pelo menos. Uma para a lula carioca, à dorê,  recheada com “farofa espacial”, e o Petisquim, uma casquinha de siri da casa, com outros frutos do mar e requeijão, duas criações de sucesso para o Comida di Buteco (a casquinha foi campeã em 2010).
OPORTUNIDADE: ISSO TUDO AÍ, POR MENOS DE r$ 80… – Foto de Bruno Agostini®
Outra ida será especialmente para provar o rodízio deles, servido depois das 17h, com tudo o que você lê na foto (são 20 itens). Por R$ 79.80. Chama-se Degusta Martinho, e parece imperdível.
E ainda tem mais essa: este botequim de categoria AAA ainda tem bons preços.
Vai por mim.
SERVIÇO
Petisqueira Martinho: Praia do Jequiá 33, Ribeira, Ilha do Governador. Tels.: 3298-5518 e 3298-5519. Instagram: @petisqueiramartinho
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