Seleção Carioca: os melhores pães de queijo do Rio, com direito a sotaque estrangeiro

O couvert do Esplanada: esse não deve ser dispensado – Foto de Bruno Agostini
Couvert é algo que eu muitas vezes dispenso. Prefiro em muitos lugares explorar as entradas e pequenas porções, tendência de alta, de modo que mina mesma visita a um restaurante se posso pedir várias comidinhas diferentes. 

Mas existem alguns itens que me tiram do sério e uma refeição no Esplanada Grill por exemplo não pode abrir mão do couvert. A razão principal pra mim é o pão de queijo, um dos melhores que conheço. Evito a cada refeição ali comer mais de cinco, mas às  vezes fica impossível resistir.

 

Versões recheadas com matéria-prima de primeira – Foto de Bruno Agostini

Principalmente porque vez ou outra podemos turbinar o pão com uns embutidos e carnes curadas – linguiças, salsichas, morcelas, presunto cru e outros itens de salumeria estão entre as especialidades da casa, onde a carne é assunto principal, é tratada com o máximo respeito em todas as suas nuances. 

No Aprazível, linguiças e pernil desfiado podem rechear os pães de queijo – Foto de Bruno Agostini

Assim, lembro do Aprazível, que serve um excelente pão de queijo, honrando a origem mineira da família que toca o restaurante, e a brasilidade que o cardápio apreenda. Para melhorar, eles simplesmente servem versões recheadas, com linguiça ou pernil. Perdição é pouco!

No Rubaiyat Rio são três versões de pão de queijo – Foto de Bruno Agostini

No Rubaiyat Rio, não se trata de ter apenas um delicioso pão de queijo no couvert. Eles sempre servem duas ou três versões dessa gostosura, que podemos rechear com o lindo chorizo espanhol que também compõe o primeiro serviço do lindo restaurante do Jockey.

Na semana passada o chef Pedro Siqueira, do Puro, lançou essa semana uma nova versão (eu provei a anterior, era excelente). Com menu renovado, o pão de queijo agora vem com pernil desfiado e mostarda de abacaxi e uns brotinhos, além de queijo ralado. Na foto, é lindo. Vamos testar em breve.

Todo mundo tem uma relação afetiva com o pão de queijo. Me traz lembranças infantis, com saquinhos deles cheios de sua versão convencional, tipo coquetel, ou aquele clássico das vitrines de padarias cariocas, em tamanho família – que vale por uma refeição.  Lembro do La Veronese, da Padaria Ipanema, do talho Capixaba e de versões mais recentes, com assinatura de chefs. Rafa Costa e Silva do Lasai me serviu certa vez a sua receita de pão de queijo, do que recheado de queijo de ovelha, cremoso tipo Serra da Estrela. Um delírio.

Fora o que é servido no café da manhã do Parador Lumiar, obra do genial Isaías Neries, dos meus cozinheiros preferidos.

Ouvir falar bem do pão de queijo de uma casa especializada no tema, Nuu, no Jardim Botânico, mas ainda não provei.

No Seu Vidal, bar de espírito moderno altamente recomendável, um dos ícones da cozinha focada em petiscos indecentes e sanduíches, um dos clássicos do cardápio que varia bastante é a massa de pão de queijo que da origem a diferentes receitas, bem boladas pelo chef Philipe Martins. Do que me lembro já fizeram coxinha com massa de pão de queijo, e uma espécie de pizza, sobre esta base.
Tá certo que o pão de queijo é brasileiríssimo, mais que isso, é emblema da culinária mineira. Uma unanimidade inteligente: todo mundo ama. Isso não significa que não possam ter variações estrangeiras, seja através de uma receita ligeiramente diferente, seja usando queijos importados na mistura, em lugar dos nacionais.
No Laguiole, o gougère é uma das estrelas do couvert – Foto de Bruno Agostini

Daí, lembro de três versões afrancesadas que são incrivelmente deliciosas: são os gougères. No Laguiole, eles chegam realçando o ótimo serviço de pães e charcutaria, que inicia o menu degustação do chef Ricardo Lapeyre.

Com acento francês: gougère e croissant., no Empório Jardim: delícia de lugar – Foto de Bruno Agostini

No Empório Jardim, um dos meus lugares preferidos, por mais tentador que seja o menu inteiro, eu repito meus pedidos: ovos beneditos ou marroquinos, precedidos por gourgères.

No L’Atelier Mimolette o trio de gougère está na lista de entredas – Foto de Bruno Agostini
E, no L’Atelier Mimolette, meu restaurante preferido no Grupo 14zero3, o gourgères é uma excelente pedida ora entrada, ainda mais quando ao lado dos deliciosos croquetes do chef Elia Schramm.
Outra casa francesa que serve um gougère delicioso é o Formidable Bistrot, no Leblon, do chef Pedro de Artagão, que tanto pode abrilhantar o brunch ou o café da manhã como também pode surgir como entrada.
Gougères de Sudbrack, agora em cartaz no delicioso Pássaro Verde – Foto de Bruno Agostini / Arquivo

É comovente a versão de gougère de Roberta Sudbrack – que que agora serve o pão de queijo francês no delicioso Pássaro Verde, no Jardim Botânico, onde ela vez ou outra reedita seus clássicos, como o melhor picadinho de mundo em todos tempos.
Pan de queso Manchego: nos fins de semana, no Venga – Foto de Bruno Agostini

Já no Venga Chiringuito, em Copacabana, aos sábados e domingos é servido um menu de brunch, e um dos destaques é a versão espanhola do pão de queijo, feito com Manchego.  
No Al Fresco o pão de queijo tem sotaque italiano – Foto de Bruno Agostini

Outra variação com queijos estrangeiros é a italiana, servida no Al Fresco do chef Pedro de Artagão, feito com parmigiano reggiano: simplesmente excelente. Está no menu de brunch, no caso servido diariamente no agradável restaurante, que fica na varanda do Rio Design Leblon.

E para você, qual é o melhor pão de queijo do Rio?
 
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