Sardenha: uma ilha que só come o que produz

O lumache, um
dois três tipos de caramujos selvagens encontrados aqui, preparado “al sugo” de tomate – Foto de Bruno Agostini

O sardo é o povo mais anti-multinacional do mundo, a gente não suporta as grandes corporações, especialmente de alimentos. Quase tudo o que se come aqui é produzido na ilha”, explica o chef Silvio Podda, natural da região de Cagliari, amigo que me deu esse privilégio, que é desbravar com ele esse lugar maravilhoso chamado Sardenha. 

O queijo pecorino, de ovelha: onipresente – Foto de Bruno Agostini

Até agora, tudo o que comi foi produzido aqui. Que riqueza gastronômica, a influência árabe e espanhola, o amor do italiano pelo comida, as paisagens extremas de mar e montanha, cenário perfeito pra criação de ovelhas e cabras, para a agricultura. Impressionante o sabor do tomate, os aspargos selvagens, as laranjas sanguíneas, os cordeiros, as azeitonas (e azeites) , as espécies ancestrais de trigo, os queijos de leite cru, carnes curadas e embutidos, o ouriço (tá na temporada!), o açafrão nativo, a ricota fresca de ocelar, o mirto, frutinha que tempera o leitão e que dá origem a delicioso licor, fora os vinhos. E o pane carasau, a alcachofra, a lagosta… tudo local, tudo lindo e delicioso. 

Peperoncino recheado de atum com alici e alcaparras: divino – Foto de Bruno Agostini

Provei muitas coisas novas, em menos de um dia: lumache, um dos três tipos de caramujos selvagens encontrados aqui (experimentei ontem em admirável molho de tomate). 

Vinhedo de Barbera nos arredores de Cagliari – Foto de Bruno Agostini (do Instagram @brunoagostinifoto

Estou aqui há menos de 48 horas. Que viagem! 

 

 

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