Destilado do balcão: o Negroni, clássico da coquetelelaria, no bar em que nasceu, o Caffè Giacosa, em Florença

A meio caminho entre Roma e Turim, Florença não é apenas o berço do Renascimento, mas também do Negroni, um dos drinques mais iconográficos da coquetelaria mundial, nascido no elegante Caffè Giacosa, fundado em 1815, hoje funcionando em anexo a uma loja de Roberto Cavalli. É meu coquetel preferido, entre todos. “Um Negroni tem que ser vermelho e potente, símbolo da Itália, assim como uma Ferrari”, como já ouvi algumas vezes como forma de referência. Este ano o drinque está completando um século: foi criado em 1919.

O Caffè Giacosa, berço do Negroni, em Florença – Foto de Bruno Agostini

Seu local de nascimento é elegante como ele. Com sofás de couro e muitas fotos em preto-e-branco a enfeitar as paredes, é um dos melhores lugares da cidade para um drinque no final da tarde.

Claro que fiz questão de conhecer. E provar “il vero Negroni”. Depois de uma tarde caminhando por Florença atrás de botecos e trattorias, resolvi sofisticar o final de tarde, a hora feliz. Feliz e contente, fui ao encontro de outro clássico florentino, o Caffè Giacosa, fundado em 1815, elegante bar que funciona em anexo a uma loja de Roberto Cavalli. Poderia alegar que fui até lá porque era final de tarde, quando as casas italianas servem acepipes aos clientes, ou que o ambiente era charmoso, com sofás de couro e fotos em preto e branco pelas paredes. Mas a razão era vermelha e amarga, com alto teor etílico, e perfume cítrico: o negroni nasceu ali, e a casa serve uma receita impecável para o drinque, feito com gim, campari, vermute tinto e casca de limão siciliano. Para acompanhar, o barman me serviu uma taça de martini repleta de azeitonas, e regou com um pouco de gim. Ficou divina a combinação.

Preparo com maestria do coquetel – Foto de Bruno Agostini

Para acompanhar a bebida, feita com gim, Campari, vermute tinto e casca de limão siciliano, os típicos acepipes servidos na happy hour italiana.

Negroni com azeitonas – Caffè Giacosa – Foto de Bruno Agostini

Ou, ainda, o uma taça de martini repleta de azeitonas,  regada com um pouco de gim, ofertada pelo barman para se combinar com o Negroni. Peguei leve nos petiscos, porque para a noite tinha reserva em outro ícone Florentino, o ristorante Buca Mario, na Piazza degli Ottaviani, que serve uma das mais aclamadas bistecas da cidade. Começamos com o fettuccine fresco com molho de carne e azeitona, que estava ótimo. Depois, a estrela da noite, a bisteca, levemente grelhada, com impressionante suculência e sabor, um daqueles pratos que valem uma viagem.

Versão clássica, no Caffè Giacosa – Foto de Bruno Agostini

FAÇA O SEU

Ingredientes: 30 ml de Campari; 30 ml de vermute tinto; 45 ml de gim; uma laranja; gelo
Modo de preparo: (Segundo receita de Alê D’agostino publicada no Paladar do Estadão) Coloque um gomo de laranja em um copo (esprema a fruta para sair o suco) e complete com gelo.  Coloque o vermute, o Campari, o gim e mexa. Passe a casca de laranja na borda do copo. Sirva.

Neste link, uma reportagem com receita em vídeo para você também preparar o seu Negroni perfeito.

 

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