Vinho da Semana: Pèppoli, um clássico Chianti Classico da família Antinori

O Pèppoli Chianti Classico, um emblema dessa denominação histórica: R$ 218 no site da importadora – Foto de Bruno Agostini

Difícil imaginar um sobrenome tão tradicional no mundo do vinho quanto Antinori, que usa a expressão “Futuro antigo” para se definir. A família italiana da mais fina linhagem toscana praticamente se confunde com a história de Florença. No negócio desde o século 14 (1385, precisamente, apontam os documentos), os nobres vitivinicultores têm tradição, qualidade e volume de produção, combinação que é muito difícil. São 26 gerações no ramo. Como se fossem imperadores florentinos, criaram uma império ao redor do mundo, com vinícolas espalhadas por outras regiões da Itália, como Umbria, Puglia, Franciacorta e Piemonte, além de EUA, Chile,  Romênia, Hungria e Malta.

A arquitetura da vinícola garantiu a inclusão da Antinori no Toscana Wine Architecture, associação que reúne propriedades na região – Foto de Bruno Agostini
São cerca de 100 rótulos, mas o coração da familia Antinori pulsa mesmo é na região de Chianti Classsico, a origem de tudo. Natural que sejam uma das grandes referências dessa denominação tão amigável à boa mesa, um vinho de estilo versátil, que se entrosa com pizzas e massas de molho vermelho, mas também carnes – adoro churrasco com um bom Chianti.
São quatro propriedades na região de Chianti: Tenuta Tignanello, onde é produzido este icônico e revolucionário supertoscano; Badia a Passignano; que ficou famosa por terem descoberto ali, em 1983, uma vinha com mil anos de idade (sim, 1.000 anos!);  Pèppoli, histórico reduto do Chianti Classico, com produção organizada pelos monges ao longo dos séculos, desde a Idade Média; e finalmente Antinori nel Chianti Classico, em San Casciano, cuja sede, inaugurada em 2012, é uma imponente construção moderna, que representa bem o lema da família, cuja tradição vinícola começou ali, em 1385: Futuro antigo.
A sede da Antinori, inaugurada em 2012 – Foto de Bruno Agostini
Ali são plantadas, além da onipresente Sangiovese, base do Chianti Classico, outras uvas locais, como  Canaiolo, Ciliegiolo, Colorino, Malvasia Nera e Mammolo, e ainda Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Uma visita imperdível, com arquitetura impressionante, ótima estrutura para acolher os visitantes, com uma série de programas sob medida para cada caso, além de exclente restaurante no terraço, com vistas espetaculares para as colinas de Chianti.
Perto dali, a Tenuta Pèppoli dá origem ao vinho de mesmo nome, um Chianti emblemático que é o mais vendido pela Antinori. Produzido com 90% de Sangiovese e outros 10% de Merlot e Syrah, passa por carvalho, que aparece discretamente em notas de chocolate amargo e baunilha. Mas o que marca o estilo desse vinho, além de sua regularidade safra após safra, são as notas de frutas vermelhas, aliadas aos taninos firmes, mas sedosos, além da acidez que lhe torna extremamente elegante e gastronômico. Um vinho de deleite, desses que poderia beber todo dia, pelo resto da vida. Comendo pizza, espaguete al sugo, churrasco, picadinho de carne ou… Nada, porque o Pèppoli se basta, o que não é pouca coisa.
Custa R$ 218 no site da Winebrands. www.winebrands.com.br
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