Achados cariocas: três lugares no Rio que eu aposto que você nuca foi, mas deveria

A vista do restaurante Flor do Céu, no Alto do Vidigal – Foto de Bruno Agostini

Se não fossem meus amigos, viajados e tão interessados nos assuntos da boa mesa, eu seria incapaz de fazer esse trabalho: dar dicas e informações quentes de viagens, restaurantes, bares, vinhos, cervejas, hotéis e outros temas relacionados. Alguns acham exagero, mas não é, e nem se trata de humildade de minha parte. Aliás, meu amigo Reinaldo Paes Barreto, um desses que me abastecem de informações, muitas vezes eruditas, sobre esses prazeres acima citados, e um dos jurados deste Menu Agostini, costuma dizer que “humildade é virtude de quem não tem outras”. Verdade. Humildade é obrigação. Quesito fundamental.

Este post de hoje é a prova disso. Quando resolvi escrever essa listinha de “três lugares no Rio que eu aposto que você nuca foi, mas deveria” eu percebi que cada uma delas me foi apresentada e/ou recomendada por três desses amigos fornecedores de informações gastronômicas da maior relevância, sem as quais eu não poderia criar um site como esse, que se pretende estar recheado de boas dicas e histórias.

São lugares escondidos, novidades, um trio de restaurantes que visitei recentemente e que recomendo a todos, por diferentes razões. Curioso traço comum aos três: ninguém tem site, só página no Facebook.

O inédito carpaccio de tubarão-martelo do restaurante Flor do Céu – Foto de Bruno Agostini

Começando pelo Flor do Céu, no alta da comunidade Flor do Céu, que combina vista arrebatadora sobre o mar do Vidigal, boa música e uma comida deliciosa, em ambiente idem.  Quem me levou foi a amiga Danni Camilo, do Miam Miam e do Hotel Santa Teresa (e Mamma Shelter), uma das mais queridas e bem informadas pessoas do mundo da gastronomia não do Rio, mas do Brasil. O lugar é muito, mas muito especial, tão especial que só abre aos sábados e domingos. Sério, a tarde que passei ali foi antológica, com direito a inédita (para mim) receita com tubarão-martelo, jazz de primeira (veja o Menu Agostini no Instagram @menu_agostini) e um pôr-do-sol divino.

PF à moda chinesa, de barriga de porco, com tofu, arroz e vegetais, meio agridoce (peça pimenta), por R$ 15 – Foto de Bruno Agostini (do Instagram @brunoagostinifoto)

O segundo desses lugares especiais não tem o mesmo charme, mas para quem gosta de comer muito bem a preços módicos, o Joia Bebidas, na Rua Buenos Aires, na Saara, é uma dica certeira – ainda mais pelo perfil da cozinha, que eu definiria como “chinesa de raiz”, com um cardápio de valores ridículos e pratos deliciosos. Essa dica eu vi no perfil do Instagram de outro amigo muito querido, Marcos Bonder, o Bond Boteco, um desses caras que fuçam tudo o que há de bom para comer, com especialização óbvia em botequins, com especial apreço por casas sino-pé-sújicas. Guioza delicioso, por R$ 15 (porção muito farta). Omelete chinês. Lámen. Um achado.

Bibimbap, o prato mais famoso da Coreia (R$ 35): ovo, carne moída, vegetais, kimchi, tudo para se misturar – Foto de Bruno Agostini

Por fim completo a lista com outra casa oriental: a Hunguk House, o único restaurante coreano da cidade, localizado em local improvável: o decadente shopping Barra Point. Um achado. Lugar tranquilo. Comida caseira, parece que tem uma vovó coreana na cozinha, preparando os pratos.  Vale ir em grupo, e assim explorar os principais especialidades, para serem divididas. Outra informação preciosa de um amigo, no caso Alexis Boyer, francês da Chandon  do Brasil, que me deu a dica ao ver uma postagem minha, em um restaurante de Orlando, com a filha durante as férias de julho, quando revelei adorar a cozinha coreana.

Ao longo da próxima semana eu vou fazer um post caprichado, sobre cada um desses três lugares, que recomendo, e muito. E que aposto: você não conhece.

SERVIÇO
Flor do Céu: Página do Facebook

Joia Bebidas: Página do Facebook

Hanguk House: Página do Facebook

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