Jazz, turf & drinks: são assim as noites de terça no Maguje, bar às margens da pista do Jockey

Isadora Mafra é a chef do bar – Foto de Bruno Agostini©

Na noites de terça acontecem corridas no Jockey Club Brasileiro. É sempre bonito ver cavalos galopando firme correrem naquela pista linda e iluminada. Very british night: jazz, turf & drinks!

Neste mesmo dia da semana o Maguje abre as portas no final de tarde, e por volta das 20h30 começa o show na varanda deste bar plural, um espaço bonito e amplo, meio industrial, onde a gente come e bebe bem. Ouvindo música de primeira, ao vivo ou no som ambiente,  trilha sonora caprichada. O serviço é simpático, o que conta muito. São apresentações de jazz de alto nível, com nomes como Torcuato Mariano, que se tocou na semana passada, quando estive lá, e Mark Lambert e o Trio MPA, que sobe ao palco intimista hoje.

Lambert é um músico americano do mais alto nível, que tocou com Astrud Gilbertone foi guitarrista da banda inglesa Renaissance. Desde 2004 mora no Brasil, atualmente em São Paulo. A noite promete para quem curte boa música.

Na terça da próxima semana é a vez do Jazz Brasil e, no dia 26, a programação de julho termina com Victor Beltrami Trio. O couvert artístico é o preço de um chope belga ou taça de vinho mediano em qualquer birosca carioca: R$ 40.

Rodrigo Mashida e seu Bloody Mary – Foto de Bruno Agostini©

Detrás do balcão, a dupla Isadora Mafra e Rodrigo Mashida trabalha em sintonia no preparo de coquetéis muito bem executados, passeando por clássicos como Bloody Mary e Negroni, e criações autorais. Vale explorar os drinques. Há cervejas da Heineken,  Lagunitas e Baden Baden, além de lista de vinhos, bem enxuta. Sugiro, sobretudo, drinques e cervejas ali.

O polvo tem tentáculos perfeitamente cozidos – Foto de Bruno Agostini©

Na cozinha, o trabalho mantém esse bom nível que encontramos na trilha sonora, ambiente e coquetelaria. Quem me acompanha percebe que eu adoro polvo, e como sempre que posso. O polvo deles é desses dignos de nota. Tentáculos de bom calibre, que são cozidos no ponto exato, que eu chamo de ‘al dente’, em alusão às massas, ou seja, com certa rigidez, para não ficarem molengas, mas com maciez, para terem textura agradável – que é valorizada quando as ventosas estão íntegras, e são ligeiramente tostadas na grelha, seja frigideira ou churrasqueira, ficando ligeiramente crocante. Muito bom, com robusta guarnição, uma espécie de caponata, enriquecida com batatas ao murros e flores. Prato grande, que custa R$ 95, e que pode ser dividido: são quatro grossos tentáculos de polvo. Recomendo.

Já comi por lá por belos burgers e petiscos, como steak tartare, porco à milanesa e croquete de carne assada, do que me lembro.

Ou seja: um dos programas mais legais do Rio hoje, às terças-feiras,  eu acho, é escutar boa música, bebendo bons drinques e comendo bons pratos. O Maguje é a boa.

Pra melhorar, é parceiro do guia e aplicativo Duo Gourmet, do qual eu sou o curador no Rio. Em algumas das melhores casas da cidade, os usuários do app compram um prato, e ganham outro, de igual ou menor valor. Já assinou? Com o código BRUCE10 você ganha R$ 30 de desconto na anuidade de R$ 450 (são R$ 45 por mês, em compras avulsas).

SERVIÇO: Maguje,  Jockey Club Brasileiro, Rua Jardim Botânico 1003, Jardim Botânico. Tel.: 21-99895-2032.  Instagram: @maguje.rio

 

 

 

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