Menus de pandemia tamanho família: restaurantes apostam em pratos para várias pessoas

Arroz do pescador do Grupo 14zero3 – Foto de divulgação

Evitar aglomerações. Esse é um dos principais mandamentos de proteção ao Covid-19. Mas para as famílias que estão em quarentena, em casa, esse protocolo não vale, e os restaurantes que estão fazendo serviço de entregas perceberam isso. Assim, pratos para três ou quatro pessoas estão em alta, e para perceber isso, basta dar uma olhada nos cardápios, seja das casas que estão fazendo por conta própria o “delivery”, seja nos aplicativos como iFood, Rappi e Uber Eats.

O cassoulet, em porção individual, do Le Vin – Foto de Bruno Agostini/Arquivo

O Le Vin é um bom exemplo disso. Havia alguns pratos fartos no menu da casa, como o cassoulet e o navarin d’agneau (um ragu de cordeiro). Fiquei surpreso ao pesquisar cardápios na internet e me deparar com o do Le Vin, e curti a proposta. Clássico da casa, o bacalhau sr. Osvaldo hoje pode ser encomendado em porção para quatro pessoas. É o “kit da família”, que inclui ainda bebidas não alcoólicas e/ou café, à escolha do freguês. Outra figurinha carimbada desse restaurante francês nascido em São Paulo e com lojas também no Rio é o arroz de pato (um fenômeno, que pipocou por vários cardápios), que igualmente ao que acontece com o bacalhau, hoje tem versões para duas, três ou quatro pessoas.

O serviço da Oficina do Estrogonofe vem em caixinhas – Foto de divulgação

Esses dias escrevi para o meu site sobre um fenômeno do momento: o renascimento com força do estrogonofe, que se espalhou por vários menus (inclusive no Le Vin, mas com versões só para uma ou duas pessoas). Percebendo a oportunidade, o chef Pedro de Artagão, do Grupo Irajá, lançou uma marca nova: a Oficina do Estrogonofe. Os pratos são individuais, porém, existem combos, como o “Família”. Além de um robusto desconto (um estrogonofe de carne sai a R$ 38, e quatro por R$ 112), o pedido inclui ainda duas sobremesas.

– Nós colocam os o estrogonofe no nosso “Menu de Quarentena”. Então, passou a ser metade dos pedidos. Entendemos que é porque as pessoas estão em casa, querem uma cozinha afetiva. E ficou com um custo muito bom, porque o projeto já foi desenhado para entregas, o que nos permite um outro cálculo. Tira os custos fixos e do salão, mais de 70% do que se gasta mensalmente, em média, um restaurante. Então, criamos uma marca para ficar no online – diz o chef Artagão.

No Posí (que na verdade tem atualmente cardápio compartilhado com todas as casas do Grupo 14zero3: Pici, Mimolette, Oia) uma seção do cardápio virtual tem o nome de “Pratos Para Compartilhar (até 3 pessoas)”, e nele estão listadas quatro opções: arroz de pato (olha ele aí de novo), arroz do pescador (basmati com lula, polvo, camarões e peixe branco grelhados, sofrito de páprica e aioli de limão siciliano), estrogonofe (olha ele aí de novo), e grigliatta mista di mare (peixe branco, polvo, camarões, lula e salmão grelhados com arroz de limão siciliano e wok de legumes salteados).

Há, ainda, os que já serviam porções generosamente imensas. Caso do Zinho Bier. No menu regular dessa casa especializada em carnes muito recomendável, um dos destaques é o “Churrascão do Zinho”. Em tese, é para cinco pessoas (mas talvez sobre, ou caiba mais gente no ratatá), e assim descrito por eles: “Um combinado perfeito com cortes macios e saborosos de baby beef, filé de frango e lombo suíno, coração de frango e linguiça de pernil, acompanhado de arroz, batata chips, farofa de ovos e molho à campanha. Preparado na brasa.” Salivou? Aglomera a família e pede.  Em casa, pode.

 

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