Bacalhau alla italiana: uma noite especial na Babbo Osteria, por Elia Schrann

O ravióli de bacalhau com abóbora: um grande acerto – Foto de Bruno Agostini®

Isso no vídeo (ou foto) não é um ovo caipira.

Parece, mas não é.

O prato é um ravióli de bacalhau.

E o alaranjado na imagem vem de uma mousseline de abóbora, cremosa e ligeiramente doce, perfeita para se contrastar com o sal do peixe assim como faz na clássica e brasileiríssima combinação com a carne seca.

O Elia Schrann não é mole, não.

O cara cozinha muito e é gente boa. Galã, fez um restaurante em Ipanema igualmente lindão, e que vive lotado.

Na quinta passada ele, que tem como fiel escudeiro o craque gente boa Lucas Lemos,  recebeu um grupo para apresentar um cardápio patrocinado pelo Bacalhau da Noruega, que seria a estrela da noite, ainda que tenha mesmo brilhado.

Mas a estrela foi o chef mesmo, que é meu amigo, eu confesso, mas não é por isso que eu elogio. Também posso dizer que é educado, pontual e culto. Elegante.

O cara, que está gravando uma série de vídeos para a empresa nórdica, tinha a missão de criar um menu completo com bacalhau, mas fugindo inteiramente de Portugal.

Óbvio seria puxar a brasa para a sua sardinha, já que sua casa se chama Babbo Osteria, em homenagem ao pai, e às suas raízes ítalo-suíças.

Pois assim foi.

 

A tradicional entrada foi enriquecida com lascas do peixe salgado – Foto de Bruno Agostini®

Primeiro, uma caponata no tom exato de acidez e açúcar. O bacalhau era o ponto de equilíbrio, o que fez a receita mediterrânea crescer, e muito. Sem falar no excelente espumante Victoria Geisse, muito bom, de fato, dos melhores produtores de borbulhas do Brasil.

A Itália tem algumas receitas bem tradicionais de bacalhau, como alla livornese, do litoral toscano, e alla vicentina, do Vêneto.

 

O tradicional, crocante e cremoso mantecato – Foto de Bruno Agostini®

Depois, um crostini de polenta com baccalá mantecato, este clássico do Vêneto, uma entrada muito popular em toda a região de Veneza e arredores.

A seguir foi servido o tal ravióli citado, realmente muito bom, valorizado pelo tostado das amêndoas e das folhas de sálvia passadas na manteiga até ficarem ligeiramente crocantes, com perfume inestimável. Foi o ponto alto da noite.

O lombo alto e bem assado foi o único prato que lembrou Portugal – Foto de Bruno Agostini®

Sem deixar de lembrar que muito bom estava o último prato, uma farta porção de lombo, alto, desses que se desfazem em lascas sobre batatas e aspargos – o mais próximo que chegamos de Portugal. Só faltou um Vinho Verde ou bom tinto do Douro para acompanhar.

No fim, ficamos na varanda, esperando a chuva torrencial e trágica da quinta passada passar.

O chef e o belo Negroni da casa, sob o afresco de inspiração renascentista – Foto de Bruno Agostini®

Bebendo Negroni, e colocando o papo em dia.

Foi uma noite foda!

Grazie mille, amico Elia.

A decoração foi acompanhada de perto pelo chef – Foto de Bruno Agostini®

Bacio!!!

Forza, Azzura!!!!!

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* Este post foi escrito para o Instagram @brunoagostinifoto, e reeditado para este site. Segue lá,  assim como o @menu_agostini

 

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