Cerveja de Bandeja: Vem aí a Birra Agostini, cigana, colaborativa e artesanal

Quando eu lancei este site, com este nome, ele já nasceu com distintos propósitos.

Criar um programete de TV, com até seis minutos, onde eu visito algum bar ou restaurante e dou dicas do que pedir para comer e beber, entre outras coisas, quando for o caso, como as melhores mesas, horários e dias mais indicados para ir, que garçom/maître/sommelier procurar etc.
Crirar marcas derivadas, explorando a mesma logo, fazendo um trabalho de curadorias de produtos, entre alimentos e bebidas. E em breve nasce a primeira delas: a Birra Agostini.
A ideia é ser uma cervejaria cigana e colaborativa, pequena e artesanal, com venda direcionada sobretudo a restaurantes e lojas especializadas, como delis, adegas e pequenos mercados.
O projeto demorou um pouco a sair do papel por duas razões. A primeira delas é que eu demorei a achar os parceiros para me ajudarem nas empreitadas, os filmes (domingo eu gravo o piloto de um programa de TV, que pretendo lançar ainda este ano, com foco no YouTube, acompanhem) e as cervejas.
O cervejeiro Gabriel di Martino e eu, fazendo um brinde, na semana passada – Foto de Bruno Agostini
Como numa conspiração universal do bem, nas últimas semanas eu encontrei uma produtora para cuidar dos vídeos, e o cervejeiro mais-que-perfeito para cuidar da Birra Agostini. É o meu amigo Gabriel di Martino, gente boa, competente e que está de volta ao Brasil, depois de uma temporada fazendo cerveja na Califórnia (além de tudo, é filho de italiano, e eu quero, cada vez mais, e para sempre, fazer coisas com foco neste meu país preferido: no programa de domingo eu recebo Silvio Podda, da Casa do Sardo, para gravar o piloto do programa de TV).
Pois, então, vamos começar com calma e aos poucos,produzindo dois estilos: uma Pilsner, de apelo mais comercial, e uma Session IPA, porque adoro India Pale Ale.
Uma deliciosa e refrescante sour, com limão tahiti e caju, produzida pelo mestre cervejeiro Gabriel di Martino – Foto de Bruno Agostini
Claro que já tenho ideias na cabeça, algumas mirabolantes, como uma série de sours, bem gastronômicas, voltadas especialmente a restaurantes; uns canhões, tipo Russian Imperial Stout; e uma linhagem belga, com Tripel, Dubbel, Blonde Ale e outras, como homenagem ao país que me fez gostar de cerveja, depois de anos dedicado exclusivamente ao vinho.
Foto de divulgação
Não poderia faltar nesta cervejaria uma boa Italian Grape Ale, na qual eu vou justamente juntar meu apreço por cervejas e vinhos, com um rótulo cuja ideia é produzir na Serra Gaúcha, com algum amigo de raízes italianas, cofermentando mostos das duas bebidas (o estilo permite que se use as uvas na fase de maturação também, mas minha ideia – pelo menos agora – é fazer uma cofermentação, para integrar ainda mais a cerveja e o vinho). Escrevi recentemente sobre uma Italian Grape Ale da Leopoldina (para ler, clique aqui).
Também quero fazer sours, inspiradas na Cantillon, como Vigneronne, feita com adição de uvas Muscat; e a Saint Lamvinus, com Merlot. Também quero fermentar cervejas em barricas de vinho, fazer rótulos no estilo Bière de Champagne, através de segunda fermentação em garrafa, através do método clássico, e assim por diante. Tipo a Deus Brut des Flandres, e a Malhheur (Bière Brut, Cuvée Royale e Dark But, por exemplo).
Como brasileiro, também tenho vontade de fermentar e/ou maturar cervejas de barricas de cachaça, especialmente as com nossas madeiras.
Espero que gostem, comprem e – sobretudo – bebam.
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