O Japão e a Itália: as melhores comidas do mundo!

Azumi: o lámen, antes de receber o caldo rico – Foto de Bruno Agostini

Tão distantes no mapa, e tão diferentes no jeito de ser das pessoas, o Japão e a Itália convergem perfeitamente quando o assunto é gastronomia.

Seleção de sushis do Mitsuba – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão tem sushis e sashimis, a Itália tem os crudi (peixes crus). Tartares também encontramos nos dois países.

No Gero: capeletti in brodo impecável - Foto de Bruno Agostini
No Gero: capeletti in brodo impecável – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão tem o lámen, a Itália tem o capeletti in brodo.

 

Guioza do Haru Sushi Bar, em Copacabana – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão tem o guioza, a Itália tem o raviolone.

O milanesa do chef Nello Casesse – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão tem o tonkatsudon, a Itália tem a milanesa.

Lagostins só no maçarico: no Pabu Izakaya – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão faz do arroz seu principal e onipresente ingrediente, a Itália tem toda uma linhagem de risotos.

Espaguete com ouriço, no Il San Lorenzo, em Roma – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão ama o uni, a Itália idolatra a riccia di mare.

Bottarga com aipo, na Casa do Sardo: o prazer da simplicidade – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão tem o karasumi a Itália tem a bottarga.

Porcini gigante em Neive, no Piemonte – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão tem shiitake e shimeji a Itália tem porcini – que, conhenhamos, vale por dois.

Missoshiro do Haru Sushi Bar – Foto de divulgação/Menandro Rodrigues

Se o Japão tem o missoshiro, a Itália tem o minestrone.

Pimenta calabresa – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão tem togarashi, a Itália tem a calabresa.

Robatas no Moshio: pode pedir todas. Essas são de costela de porco no barbecue coreano e de camarão glaceado na sriracha – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão tem yakitori, a Itália tem os spiedini.

Fritto di Mare do Cipriani com molho de tomate (repare na textura) – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão tem os tempurás a Itália tem o fritto di mare.

O Mutsu Otokoyama Chokara Junmai, um belo saquê, seco e forte, com final de boca longo, no Balcão do Naga – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão tem o saquê e o shochu, a Itália tem o vinho e o grappa.

Duplinha de ovo e ovas, no Azumi – Foto de Bruno Agostini

Se o Japão é uma ilha, a Itália é quase isso, península conectada à Europa por relativamente pequeno pedaço de terra, e cercada por água por todos os lados.

Tajarin com fonduta de queijos do Piemonte e trufas brancas com Marchesi di Barolo – Foto de Bruno Agostini

Não à toa são as minhas duas cozinhas preferidas no mundo, e poderia perfeitamente passar o resto da vida só comendo pratos japoneses e italianos.

Ouriço com limão, no Naga – Foto de Bruno Agostini

Outro ponto em comum: tanto o Japão quanto o Japão quanto a Itália foram fortemente influenciados pela cozinha da China.

Busiate com vôngole e bottarga, no Alloro – Foto de Bruno Agostini

Não preciso de mais nada além do que citei acima para ser feliz.

 

1 comentário
  1. A culinária italiana tem mais a ver com a chinesa do que a japonesa na minha opinião, mas é um ótimo ponto de vista. Mas a coisa mais interessante que encontrei nas minhas comparações foi a colatura de alici, da região da Campania, que é um tempero bem semelhante ao nam pla tailandês, um molho de peixe feito de anchovas fermentadas, mas os dois não têm nenhuma relação de criação através da importação do outro, sendo que o italiano vêm de um condimento da Antiga Roma chamado garum.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *