Seleção Carioca: os quatro melhores restaurantes chineses do Rio – e o primeira cozinha chifa do Brasil

Salteados: carne, brócolis e cogumelos (R$ 29) – Foto de Bruno Agostini

Fiquei impressionado com o quanto é ruim o site do iFood. Fui pesquisar um restaurante chinês que só existe virtualmente, tendência que parece irreversível (eu raramente peço comida em casa): o Cantón (página do iFood), cuja cozinha funciona no segundo andar da parrilla argentina El Chaco (site), no Humaitá, que pertence ao chef peruano Marco Espinoza (do Lima, na mesma rua Visconde de Caravelas).

O amigo Pedro Mello e Souza me corrije: não se trata do primeiro restaurante chifa do Brasil, mas do Rio apenas. para saber mais, deixo o link.

Estive por lá recentemente para provar alguns pratos do menu, enquanto rascunhava alguns projetos com o chef. Os preços são ótimos.

Arroz del diablo (R$ 29): camarão com frango – Foto de Bruno Agostini

– Quero transformar esse em um restaurante real. Parece que já consegui o ponto – anuncia ele.

Pisco sour no el Chaco, que abriga a cozinha do Cantón – Foto de Bruno Agostini

Este seria o primeiro restaurante brasileiro, acredito eu, da culinária chamada chifa: peruana com FORTE influência chinesa. Quando escrevo forte em caixa alta é para dizer que essa cozinha tradicional de Lima é basicamente chinesa regada a pisco sour.  Eu adoro cozinha chinesa, como tudo o que envolve esse país tão antigo, e tão central na História da Humanidade – que tanto influenciou as culinárias do Japão, da Itália, de Portugal e de toda a Ásia.

Pato laqueado, na chifa Titi, em Lima, no Peru – Foto de Bruno Agostini

Tive uma experiência fantástica no chifa Ti Ti, na capital peruana (para ler, clique aqui – Salivei relendo o post). É praticamente o cardápio da China, ao contrário da chamada Nikkei, nipo-peruana, que absorve muitos ingredientes típicos do Peru. Só que a chifa essencialmente é a cozinha da China.

Frango picante (R$ 28) no Cantón – Foto de Bruno Agostini

Enquanto esperamos a abertura do Cantón em espaço físico, podemos pedir por aplicativo. O cardápio é curto e certeiro.

Won ton (R$ 20) de porco, com molho de pimenta – Foto de Bruno Agostini

Tem won ton de porco com frango, crocante e saboroso.

Alegria suína: imperdível copa-lombo glaceada (R$ 9,90) – Foto de Bruno Agostini

E o chamado Porco Feliz, sanduíche de  copa-lombo glaceada, num macio brioche, com maionese de sirracha.

Essa abertura me inspirou a fazer minha lista de restaurantes chineses preferidos no Rio. Escrevo com saudades do Primeira Pá (antes chamado Hua Lian), que funcionou por anos na Associação Cultural Chinesa do Rio de Janeiro, na Tijuca.

O salão do Mee, no Copa – Foto de Bruno Agostini

Nossa seleção carioca de melhores restaurantes chineses tem casas de perfil variado: do querido Mr Lam, nosso preferido, ao tradicional Chinatown, passando pelo boteco Joia Bebidas até o clássico copacabanense  Chonkou. Destaco, ainda, os pratos chineses de dois pan-asiáticos: Mee (site), o estrelado do Copa; e o Xian (site), com uma das melhores vistas da cidade, um dos mais suntuosos restaurantes do Rio.

O rámen de porco: destaque para os ricos caldos – Foto de divulgação

ATUALIZANDO: cometi um terrível esquecimento, o South Ferro, em Botafogo. Tanto assim, vai ter post só para ele ainda essa semana. Adoro a comida do Sei Shiroma.

Língua de pato empanada; só no Chinatown – Foto de Bruno Agostini

– Chinatown (site): Para mim parece o mais original restaurante chinês do Rio, com certeza com o cardápio mais amplo, e com alguns dos ícones da cozinha da China: tem língua de pato empanada com pimenta, ovo de pato 100 dias (fica enterrado na terra e apodrece: não recomendo), pé de galinha gelado ao vinagrete picante, sopa de bucho de peixe.

Um clássico da Avenida Atlântica – Foto de Bruno Agostini

– Chonkou (telefone:  2287-3956): clássico restaurante de Copacabana, o Chonkou tem as mesmas virtudes do Chinatown: é bem autêntico, vasto e variado como é a cozinha tradicional da China. Passeiam por várias regiões do país, apresentando um menu diverso e acertado – com preços justos – que provei e aprovei nas cinco ou seis visitas que já fiz a esse lugar (lembro de ainda criança ter ido ao restaurante coreano de Copacabana, mas não lembro qual, sei que adorei). No outro extremo de Copacabana tem um outro restaurante bem parecido: o Chinese Palace, mas eu recomendo mais o Chonkou, mas a experiência que tive – apenas uma – neste segundo foi bem boa também, e posso dizer que recomendo (só não está na minha lista de melhores, como é o caso desta). Guioza, pato taipei e sopa de vinagre com pimenta são boas pedidas.

Barriga de porco: bom e barato – Foto de Bruno Agostini

– Joia Bebida (página do Facebook): um achado no Centro, esse chinês mudou de lugar e de nome, desde que estivemos lá pela última vez. Mas acompanhando os posts do épico botequeiro Marcos Bonder (o @bondboteco) vejo que as coisas só melhoram por lá. Além dos excelentes guiozas que provei na minha visita (vale comprar os pacotes congelados para finalizar em casa). Destaque para a barriga de porco. Para ler mais, clique no link: https://menuagostini.com.br/achados-cariocas-tres-lugares-no-rio-que-eu-aposto-que-voce-nuca-foi-mas-deveria/

A versão chinesa do Mr Lam, nosso preferido no cardápio – Foto de Bruno Agostini

– Mr Lam (site): outro dia vi um post no Facebook que perguntava qual era o melhor restaurante chinês do Rio. Pra mim, por mais americanizado que seja, como “melhor chinês do Rio” eu voto no Mr Lam sem medo de errar. É também o mais caro, mais como melhor restaurante eu levo em consideração muitos fatores, incluindo ambiente, serviço, lista de bebidas etc. Nisso, nesse quesito, não termo de comparação. É dos meus restaurantes preferidos no Rio, considerando qualquer especialidade. Me impressiona a regularidade da cozinha – frequento a casa desde a inauguração, já são mais de dez anos, e os pratos saem sempre iguais.

O pato: no ponto da Madame Kiky – Foto de Bruno Agostini

Destaco o pato (peça ao ponto da madame Kiky, malpassado), o satay de frango, os dumplings… Realmente eu gosto de tudo. Vale ir nos menus degustação: de R$ 195 (individual) a R$ 210 (com pato Pequim: mínimo de quatro pessoas). Aliás, é dos poucos restaurantes da cidade que mantém o site atualizado com os preços (para ver, clique aqui).
Um dos meus pratos preferidos na cidade seguramente é o ma mignon: um filé à milanesa com molho agridoce. Peço toda vez que vou, e esse foi o assunto de ontem na coluna Retrato de um Prato – o que, a exemplo do Cantón, também inspirou esse post. 

 

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