Vinho da Semana: Adolfo Lona Brut Rosé – bom preço, excelente qualidade e versátil à mesa

O enólogo Adolfo Lona
O enólogo Adolfo Lona – Foto de sua página do Facebook

E já que começamos o dia falando de Adolfo Lona, também vamos terminar com ele. Se no post anterior tratamos dos problemas no setor do vinho com a crise sanitária que vivemos, agora vamos às coisas boas. Como escrevi anteriormente, eu curto toda a sua linha de espumantes, porém tem um pelo qual tenho especial apreço: Adolfo Lona Brut Rosé, um Charmat que é melhor do que muitos produzidos através do método tradicional, com a segunda fermentação na garrafa. (Defendo essa tese há anos: um espumante ser feito com o método Charmat pode ser tranquilamente melhor que um “champenoise”, através principalmente das condições das uvas e das mãos dos enólogos: na vinha, ao longo do ano; na maturação da fruta e na colheita, na produção do vinho-base, no corte etc ).

Adolfo Lona Brut Rosé: bom preço, excelente qualidade e versátil com a comida
Adolfo Lona Brut Rosé, método Charmat, excelente compra – Foto do seu Facebook

O Adolfo Lona Brut Rosé é um exemplo disso. Vendido a R$ 69 no site da Zahil-RJ (http://zahilrj.com.br/nosso-catalogo/), que distribui os vinho dessa vinícola no Estado (e também da Dom Abel, igualmente recomendável), tem preço difícil de ser batido na categoria. (Nota do editor: os vinhos também podem ser encontrados no site do supermercado Zona Sul, mas a preços cerca de 20% superior – link).

Adolfo Lona Brut Rosé: bom preço, excelente qualidade e versátil com a comida
O vinho também é encontrado em garrafas de 187 ml – Foto de divulgação

Isso porque é um vinho fino, fácil de beber e de gostar. Melhor dizendo, muito fácil de beber, de gostar e de ser harmonizado com comida. É espumante direto e sem firulas, feito com as duas uvas mais representativas da categoria (Pinot Noir, com 60%, e Chardonnay, com 40%), dos vinhedos em Garibaldi, na Serra Gaúcha: tem cor rosada bem clarinha, agradáveis aromas de frutas vermelhas, como morango e framboesa, e chega a lembrar maçã, com casca, provenientes da uva tinta, além de notas cítricas, oriundas da branca. Apresenta características que um espumante deve ter: acidez marcante, mas com equilíbrio, e borbulhas abundantes. Gosto muito.

Sashimi de wagyu
Delicioso com sushis, sashimis e afins, como esse, de wagyu  – Foto de Bruno Agostini

À mesa, faz bonito, muito bonito – justamente por ter bem dosados os atributos de um espumante: a acidez que limpa e boca e as borbulhas, que ajudam um prato a ser divertido e saboroso como nenhum outro vinho faz com tamanha abrangência (é daqueles que podemos dizer que pode acompanhar uma refeição do início ao fim). Certa vez provei com feijoada, e ficou excelente.  Dessa forma, imagino que cairia bem com rabada, língua, vaca atolada, tutu à mineira, feijão tropeiro (viva a comida brasileira!) e também com ossobuco, cortando a potência e untuosidade dessas carnes, em seus molhos corpulentos. Com leitão, certamente fica uma delícia, como me ensinaram os portugueses da Bairrada. Gosto, de uma maneira geral, com churrasco, justo por sua versatilidade e facilidade de ser agradável. Sushi, sashimi e ussuzukuri, além de tartares de pescados e mesmo carnes, também são ótimas pedidas, mais óbvias até (atum, e família dos peixes azuis e espécies gordas, de maneira geral; salmão, ovas, polvo e wagyu). Vitello tonnato, salada niçoise: também pode ir sem erro. Comidas chinesas, tailandesas e vietnamitas, com seus tons agridoces e pimentas marcantes? Parece que ele nasceu para isso. Também poderia sugerir até com cheesecake com caldas feitas com frutas vermelhas e negras.

Vinhos espumantes do Grupo Irajá: obra de Adolfo Lona
O espumante do Grupo Irajá, produzido por Lona (R$ 84, no site) – Foto de Bruno Agostini

Para encerrar: é ele, em parceria com Julieta Carrizzo, sommelière do Grupo Irajá, quem faz os dois espumantes da casa, Brut e Rosé (para ler mais, clique neste link).

 

– Eu me sinto super honrada de ter feito essa parceria com o Adolfo nos espumantes da Casa Irajá, e desde sempre já admirava o trabalho dele, mas me tornei uma discípula fiel. Hoje em dia eu acompanho ele nos projetos experimentais de viticultura, e tenho aprendido muito, muito, muito, e eu estou muito grata a toda a receptividade, e da forma como ele me acolheu.  Ele me ensina a cada dia. Eu já o via como um grande mestre, mas depois do espumante Casa Irajá a gente conseguiu estreitar ainda mais a relação. A cada ano eu faço duas visitas ao Sul. A propriedade dele continua em Garibaldi, mas a gente também vai até a Campanha Gaúcha, onde ele é consultor de uma vinícola, a Batalha, e basicamente eu acompanho ele no desenvolvimento de outros vinhos, outros experimentos, fazendo essa “brincadeira” aí que é sempre muito produtiva – diz Juliana.

Boa notícia: em tempos de quarentena, ambos estão disponíveis para entrega, aliás, toda a criteriosa seleção de vinhos feitos por ela: para saber mais, clique aqui.

Bem, amigos do Menu Agostini. Por hoje é isso, amanhã tem mais.

Site da vinícola.

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