De Bar em Bar: a hotelaria de luxo e a tradição dos seus bares e coquetéis clássicos

O Bloody Malta, do Malta Beef Club: variações em torno do Bloody Mary – Foto de Bruno Agostini

Hotéis icônicos geralmente possuem bares idem. Um quesito importante quando se fala em hospitalidade de luxo. Afinal, grande parte dos coquetéis clássicos ou nasceu num hotel, ou se popularizou através de um ou mais hotéis. É o caso de tantos. Desde o Bellini, nascido no Harry’s Bar através do lendário barman e empresário da hotelaria, Giuseppe  Cipriani, do hotel que carrega o seu sobrenome, em Veneza;  o sidecar, cria do Ritz de Paris; e até a Piña Colada, preparada pela primeira vez no Caribe Hilton Hotel, em Porto Rico.

Vista do Shangri-la de Paris; hotéis de grandes capitais foram fundamentais na criação e na popularização de coquetéis – Foto de Bruno Agostini

Hotéis de cidades como Paris, Londres e especialmente Nova York contribuíram decisivamente para isso. Tem o Dry Martini, que teria se popularizado pelas mãos do bartender Martini di Arma di Taggia, do Knickerbocker Hotel, que servia o coquetel para o milionário Rockfeller e seus amigos; o bloody mary, cuja fórmula atual ganhou fama no  King Cole Room, no St. Regis Hotel, e o Moscou Mule, que foi criado no Chatham Hotel, esses três em Nova York.

O Pisco Sour ganhou o mundo a partir de hotéis em Lima – Foto de Bruno Agostini

Fora o Pisco Sour, que se tornou famoso nos bares de hotéis, como o Grand Hotel Maury, o Bolívar, o Country Club Lima Hotel entre outros, em Lima. Ainda sobre o Bloody Mary, historiadores etílicos dizem que o coquetel condimentado foi criado no New York Bar, em Paris – que mais tarde se tornou o Harry’s New York Bar (o original está no Cipriani, de Veneza).

Ostras com mimosa, destaque do brunch do Copa, onde temos drinques excelentes em seus quatro bares e restaurantes – Foto de Bruno Agostini

Servir drinques de alto nível, incluindo todos os clássicos, é item fundamental no ramo da hotelaria e visitar bares especializados no assunto está sempre na nossa pauta. Se pensarmos no Rio, entre os melhores lugares da cidade para provar coquetéis, sem dúvida, estão grifes da hotelaria, como o Copacabana Palace, o Fasano e o novo Fairmont, que contratou Tai Barbin, um dos melhores profissionais do ramo no Brasil (como já contamos aqui). Lembrando ainda do Espaço 7zero6, na cobertura do Praia Ipanema Hotel, cuja carta foi criado por Alex Mesquita, outro lugar ótimo para uns coquetéis, considerando ainda a vista linda do lugar.

Dry Martini impecável no Le Bar, do Negreco – Foto de Bruno Agostini

Tudo isso para dizer que o tema de hoje da coluna De Bar em Bar é o Hotel Negresco, de Nice, prédio histórico e icônico, onde está o elegante Le Bar, chamado simplesmente assim. Um diria que visita obrigatória para quem está atrás dos melhores lugares para comer e beber na cidade, bela beleza do lugar, pelo serviço impecável ou ainda pelos coquetéis muito bem preparados, como manda essa regra de ouro da hotelaria de alto luxo.  Melhor ainda, se antes ou depois do bar, a gente jantar no Le Chantecler, restaurante do hotel, com duas estrelas Michelin; ou na mais simples, mas não menos recomendável, La Rotonde, uma brasserie agradável, com bons menus de almoço a preços bem razoáveis, e um cardápio típico niçoise. Mas do bar falamos no próximo post da coluna, terça que vem, para não alongar demais este.

Bloody Mary no brunch do Breslin, em Nova York, no Ace Hotel – Foto de Bruno Agostini

E MAIS “Hotel, seus bares e a coquetelaria”:
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O novo Fairmont, e seu restaurante Marine
Belga Hotel, criado para divulgar as delícias do país
Os melhores brunches do Rio
Breslin, no Ace Hotel, em Nova York

 

 

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