Menu em Casa: Antiquarius está de volta, mas por enquanto só com serviço de delivery

Perna de cordeiro com feijão branco: clássico do Antiquarius – Foto de Bruno Agostini

Eu não sei qual foi o prato que eu comi mais vezes no Antiquarius. Se o arroz de pato ou o pernil de cordeiro com feijão branco. Em terceiro provavelmente vem o bacalhau à lagareiro.

O primeiro eu pedi mais vezes in loco, presencialmente no restaurante português do Leblon enquanto o segundo era a escolha de sempre quando pedíamos em casa. Isso era lá pelo fim dos anos 1990, começo dos anos 2000. Com uma porção comíamos eu e meu pai, e ainda sobrava um pouco para meu almoço do dia seguinte, geralmente uma segunda, porque a gente pedia aos domingos, e abríamos um bom tinto português para saborear a cômoda refeição em casa – a pagávamos o equivalente a uma pizza praticamente – lembro que era barato.

A gente nem usava o serviço de entregas do restaurante. Era uma empresa recém-fundada, Disk-Cook, se não me engano, que tinha uma frota de motociclistas que cuidavam desse trabalho. O catálogo de restaurantes parceiros deles era uma revistinha pequena, com os cardápios, com programação visual idêntica à do menu original da casa, e seus respectivos preços.  Ligávamos para o telefone do Disk-Cook e fazíamos o pedido através deles, que cuidavam de ir buscar a comida e entregar em casa, com taxas de acordo com a distância entre o restaurante e o local de entrega. Foram os pais do iFood, Rappi, Uber Eats…

De família portuguesa por lado de pai, desde criança frequentei o Antiquarius, e fiquei de fato profundamente quando o restaurante fechou as portas, mesmo eu sabendo que aquele seria o futuro da casa, especialmente depois da morte do seu Carlos Perico. Senti. Mas seu filho, o Antônio Perico, o Tó, sempre me garantiu que iria voltar com o Antiquarius. Nesta pandeia, cheguei a sonhar com o restaurante, e revivi o fato escrevendo um texto na manhã seguinte, que publiquei aqui neste site (para ler, clique aqui).

O arroz de pato: achei até melhor que antes (seriam saudades?) – Foto de Bruno Agostini

Adaptado aos novos tempos, de fato a casa voltou. Com cardápio ainda pequeno, com entregas via Rappi (www.rappi.com.br/restaurantes/antiquarius). Só com entregas.

Mas ele está lá: o clássico arroz de pato. Pedi para provar com amigos, na sexta passada, e estava sensacional o arroz. Molhadinho, como o brasileiro gosta (em Portugal a versão original é mais seca), com o arroz no ponto exato de cozimento, que se dá no caldo perfumado de pato, que dá cor e sabor a cada grão. A carne abundante, desfiada, se mescla azeitonas verdes e paio para terminar de compor o prato. Pedi pimenta da casa, reguei com fio de azeite. Pegamos um bom tinto brasileiro, já da safra 2020  – uma raçuda, ms elegante, Touriga Nacional 100%. E foi das melhores refeições que fiz no Antiquarius. Estava com saudades, bom te rever e provar – e aprovar.

Para encrrar, os doces portugueses são os melhores do mundo – Foto de Bruno Agostini

Fechamos com pasteis de Belém. Ó, pá. Mas também tem encharcada, siricaia e toucinho do céu…

E, no menu em casa, entre petiscos e principais, temos, além do arroz de pato: camarão à Zico, aliás, o único que se enquadra no quesito “petisco”, estrogonofe, picadinho, bacalhaus (à lagareiro e à portuguesa), arroz de polvo e “filet Antiquarius”, um mignon fatiado de 350g ao molho de mostarda e ervas, acompanhado de batata noisette.

SERVIÇO
Pedidos no site www.restauranteantiquarius.com.br no WhattsApp 21-97519-6153 e mo Instagram da casa (@restauranteantiquarius) e através do site e do aplicativo de entregas Rappi.

 

 

 

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