De Bar em Bar: Cave Nacional, em Botafogo, tem a maior carta de vinhos brasileiros do mundo

O bar tem cerca de 230 rótulos nacionais no momento – Foto de Bruno Agostini©
*Extraído de reportagem da semana passada do You Must Go:
 
“A notícia ruim é que durante a pandemia o Cru Wine Bar fechou as portas. Era um dos mais legais da cidade. A notícia boa é que foi inaugurado no mesmo local uma filial da Amélie Creperie et Bistrot – que faz um trabalho bem bacana com vinhos (e na cozinha). No ano passado, o consumo de vinho no Brasil, ainda modesto, cresceu 18%, atingindo 2,6 litros per capta. O comércio online disparou, por conta da pandemia, e ajudou nos números. Mas o processo vem de antes: de uns seis ou sete anos para cá não param de abrir bares de vinho muito diferentes do que víamos. São lugares jovens e descontraídos, onde a bebida é tratada com respeito, mas sem o pedantismo que por anos atrapalhou a popularização do vinho no Brasil.
 
Selecionamos alguns desses endereços, cada um no seu estilo, que são ótimos lugares para provar vinhos com comidinhas espertas, com escolhas bem criteriosas e acertadas dos rótulos, em ambientes despojados e informais, onde encontramos, ainda, equipes jovens e até irreverentes. Portanto, na coluna Enoteca YMG de hoje, compartilho 4 bares de vinho no Rio de Janeiro.
 
Porque o vinho, afinal, é só suco de uva fermentada: vamos tirar o terno e a gravata dele, que assim fica muito mais divertido degustar. (Na última coluna anunciamos, aliás, um bar de vinhos que promete bombar, na Barra, na Fabro Padaria).
 
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Há sempre “flights” com três rótulos diferentes – Foto de Bruno Agostini©
 
Cave Nacional
Bem perto dali, na rua Dezenove de Fevereiro, temos um outro endereço fundamental para os enófilos, especialmente os que apreciam os vinhos brasileiros, que andam cada vez melhores. A Cave Nacional, inaugurada em 2015, simplesmente, tem a maior carta de vinhos brasileiros do país – e só vende os nossos rótulos. No momento são 230. O e-commerce deles é bem forte.
Ali, não existe carta de vinhos, mas sim uma adega. Você vai lá, olha os rótulos, escolhe o seu e pronto. Só tirar a rolha (não se preocupe, o garçom faz isso por você).
 
Há noites com música ao vivo e também os chamados “wine flights“, degustações de três vinhos diferentes, mas com alguma conexão entre eles. Podem ser cortes bordaleses ou um “voo” sobre os rótulos de uma mesma vinícola ou região, por exemplo. Mas o mais comum é a prova de três vinhos de uma mesma uva. Ontem, por exemplo, havia três exemplares de Cabernet Franc – bem bons, por sinal. O cardápio indica harmonizações para cada lista de itens.
O rosé Vivi foi feito em conjunto com a filha de Marcelo Rebouças, sócio da casa – Foto de Bruno Agostini©
 
“Delicioso com espumantes”, por exemplo é a burrata, a cocotte de goiabada com gorgonzola e a tábua de queijos e os embutidos. “Vai bem com tintos” tem camembert ao forno, arroz de pato e linguiça na chapa, entre outros. Mas eles fazem questão de dizer que “A harmonização é apenas uma indicação, siga o seu instinto e faça a sua combinação”. Curti.”
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