Eu, a Quinta da Lixa e a região dos Vinhos Verdes e a comida

Os seis vinhos da Quinta da Lixa, no dia em os conheci, n’A Casa do Sardo – Foto de Bruno Agostini©

Não vou citar nomes, porque não pedi autorização para isso e sequer visitei alguns dos melhores bares e restaurantes do Rio como jornalista.

Fiz isso como embaixador da marca, quando fechei contrato com a Nossa Quinta, importador exclusivo da vinícola Quinta da Lixa, da região dos Vinhos Verdes.
Aguardando a nova remessa: a safra 2020 do Alvarinho Morgado da Vila chega mês que vem – Foto de Bruno Agostini©
Mas profissionais da área, entre os mais competentes cozinheiros, sommeliers, maitres e restauranteurs do Rio (e consequentemente do Brasil), primeiro se impressionam com a qualidade dos seis rótulos com os quais trabalhamos no momento. Depois, com os bons preços que temos.
O porco preto, novidade da Palace, e o Vinho Verde Quinta da Lixa Touriga Nacional rosé – Foto de Bruno Agostini©
Eu fico feliz, porque estamos no caminho certo e gerando resultados. E visitando lugares excelentes, tocados por pessoas que eu admiro, gosto e respeito.
Como dizia, são rótulos da Região dos Vinhos Verdes, onde a Quinta da Lixa está entre os mais importantes produtores.
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Esta área ao Norte de Portugal, no Minho, é a que mais tem a ver com a cidade por razões históricas, gastronômicas e climáticas.
Históricas porque a grande massa de imigrantes portugueses que vieram para o Rio são minhotas.
O Morgado da Vila ficou perfeito com o polvo delicioso do Galeto Rainha, no Leblon – Foto de Bruno Agostini©
Gastronômicas porque esses vinhos, geralmente com acentuada acidez, leve frisante e algum açúcar residual, são os que melhor se combinam com a comida tradicional carioca e brasileira.
Climáticas porque além das características citadas acima, muitas vezes tem teor de álcool bem baixo, de até 9,5% – perfeito para o nosso calor. Para vinhos pesadões, aqui, haja ar-condicionado (no verão, que aliás se aproxima, então… nem se fala).
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Eu, de raízes lusitanas, tenho ainda algumas razões afetivas. Meu avô Mario, filho de portugueses do Norte do país, gostava mesmo era de Vinhos Verdes. Era o que ele bebia.
O Compromisso Loureiro 2020 (R$ 112, na Mercearia da Praça): fresco, frutado e floral – Foto de Bruno Agostini©
Fora isso tudo, visitei a região duas vezes, e adorei (famosas são as suas aguardentes velhas também).
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O lámen de porco com milho milho e o de carne do Azumi: harmoniza com Compromisso – Foto de Bruno Agostini©
Apaixonado por peixes, frutos do mar e porco, digo ainda que são vinhos excelentes para acompanhar pratos com esses ingredientes. E ainda bailam lindamente com receitas asiáticas… gostam de gordura, acidez, pimentas, e o agridoce…
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O hotel fica em meio aos vinhedos – Reprodução do site www.monverde.pt ©
Quer mais? Temos. Viajante nato e profissional especializado do ramo, tenho especial apreço pelo enoturismo – área que cubro desde 2001, quando comecei a trabalhar como jornalista de viagens, comidas e vinhos.
Isso porque um dos hotéis mais espetaculares do mundo em vinícolas, atualmente, é justamente o Monverde Wine Experience Hotel, vencedor de melhor acomodação no Best of Wine Tourism Awards deste ano. Onde? Na Quinta da Lixa, região de Amarante, ora bolas…
Entendeu meu entusiasmo em desenvolver esse trabalho com meu amigo Guilherme Meirelles, a quem fui apresentado pelo irmão Silvio Podda? Pois é.
O peixe é servido assim: fincado na base e escoltado por purê, molho de requeijão cremoso e arroz. Jogue pimneta e seja feliz! – Foto de Bruno Agostini©
Em tempo… O Guilherme é primo e sobrinho dos donos da Quinta da Lixa, vinícola de fato familiar. Nada contra IPOs, investidores externos que só querem ficar mais ricos etc. Mas é muito mais interessante trabalhar com empresas familiares, por incontáveis razões.
A sardinha marinada: desconheço melhor sardinha na cidade. Esta é nível Oteque… – Foto de Bruno Agostini©
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