O Mitsubá não tinha… – Novidade no Leblon ganhou várias virtudes (está ainda melhor)

Carta de vinhos, não muito grande, mas certeira – Foto de Bruno Agostini

No Mitsubá não tinha carta de vinhos.
No Mitsubá não tinha carta de saquês.

Bloody Mary inspirado na cozinha japonesa, com sashimi de polvo no espetinho – Foto de Bruno Agostini

No Mitsubá não tinha carta de drinques.
No Mitsubá não tinha o Breno Naar auxiliando o mestre Nakahara.

A nova casa está linda – Foto de Bruno Agostini

No Mitsubá não tinha decoração charmosa.

Logo, acessórios e etc: pelo trabalho de marca – Foto de Bruno Agostini

No Mitsubá não tinha programação visual linda.
No Mitsubá não tinha ar condicionado central.

Ussuzukuri de cioba: frescor, sabor e bom tempero – Foto de Bruno Agostini

O resto continua igual. Como lamentar?

(REPRODUZO O POST QUE FIZ NO INSTAGRAM NO DIA DA MINHA VISITA)

Quarteto de sashimis: tellini, ovas de peixe-voador, olho-de-cão e salema – Foto de Bruno Agostini
VAI POR MIM: O NOVO MITSUBÁ
A inauguração estava prevista para 19 de março. Como se sabe, na semana anterior a pandemia obrigou ao fechamento de tudo.E, assim, só em 8 de julho o novo Mitsubá, que agora agregou o acento ao nome, para não deixar dúvidas em relação à pronúncia correta, abriu as portas.
Vi muita gente criticando o restaurante por deixar a sua Tijuca natal e se instalar no Rio Design Leblon. Acho que as pessoas estão enlouquecendo… Restaurante é um negócio, e como tal precisa dar lucro, eventualmente necessita de aporte de capital através de novos sócios e – mesmo sem qualquer razão aparente – o dono abre e/ou fecha o seu estabelecimento quando quiser. Ora bolas…
Ousadia: drinque com vôngole e ovas – Foto de Bruno Agostini
Eu adorava aquela esquina tijucana, onde vivi muitas tardes e noites felizes, ao sabor dos pescados mais frescos, no mais apurado preparo de pratos japoneses, num ritual que se repetiu muitas vezes.
Vou ter saudades? Vou. Só que é preciso dizer que a nova casa está linda, brilhando e tinindo. Para mim, o acesso ficou mais fácil. E a preciosa oferta de pescados, além do Nakahara, continuam por lá. E é isso o que importa.
Buta no kakuni: acho imperdível – Foto de Bruno Agostini
O menu continua na mesma linha. Abraça a cozinha japonesa amada pelos brasileiros, começando com ussuzukuris (R$ 42), tartares de pescados (R$ 43), sushis e sashimis vistosos, os especiais do chef, que de fato fazem jus ao adjetivo ( de sushis: 10 peças por R$ 68; 20 a R$ 128; 30 a  R$188 e 40 a R$ 238; já os mistos, com sushis e sashimis variam de R$ 108 – 18 peças – a R$ 338, 72). Eu sempre peço uns quentes, como o gyosa de porco (5 a R$ 29), shiitake na manteiga (R$ 39) e a barriga de porco (buta no kakuni, R$ 34). Fique atento à lista de Furai: empanados na panko, com yakimeshi, tonkatsu e salada. Tem mignon (R$ 58), lombo suíno (R$ 46), frango (R$ 46) e peixe (R$ 65).
O lámen de porco é dos melhores, com massa de trigo com caldo de frango e porco, vegetais e fatias de copa lombo (R$ 45). O mesmo vale para os yaki-sobas: camarão (R$ 57) seria a minha pedida, ou filé mignon (R$ 49).
Sashimi de cavaquinha (quase viva): procure saber se tem, porque é off-menu (foto da casa antiga) – Foto de Arquivo / Bruno Agostini
Outra estrela que sempre me deixa tentado: o kausu-don de porco. Trata-se de ovos batidos com lombo suíno à milanesa e cebola, cozidos em molho levemente adocicado e servido sobre gohan (R$ 48), puro deleite, puro conforto, pura tentação… Jesus…
Minha dica: converse com o Nakahara, ou a turma de sushiman da casa. E, ainda, pelo Homero Cassiano, agora sócio do empresário Cello Camolesa, da Casa Camolese, no negócio: ele vai montar uma degustação esperta, de acordo com o melhor do dia as suas preferências e orçamento.
Para fechar, tenho duas sugestões: brûlée de matchá (R$ R$ 29) e sorvete frito (R$ 26), além dos harumakis doces.
Apenas venha!
SERVIÇO
Mitsubá: Rio Design Leblon (subsolo), Avenida Ataulfo de Paiva 270, Leblon. Tel. 2264-1232. restaurantemitsuba.com.br

OBS.: Em breve escrevo mais, sobre o almoço incrível que tive ali na semana passada.

9 commentários
  1. Bom dia Bruno. Estou de volta agora para falar de Leitão à Bairrada. Para dizer Que tem 1 excelente no melhor restaurante espanhol do Rio, o Fim de Tarde, na rua Miguel Couto, embora os acompanhamentos sejam brasileiros, e fui 2 vezes comer leitão à Bairrada (desta vez originais os acompanhamentos) no restaurante português Concha Doce, no Largo da Barra. Só tem leitão nos fds, mas é bom ligar antes para confirmar. Uma delícia

    1. Olá, Fernando, como vai?
      Conheço bem o Fim de Tarde – e peço sempre o pulpo a la feria, com batata e páprica. Estive lá umas quatro vezes já. Vou muito ao vizinho Málaga, que aliás é dos mesmos donos, e serve um excelente leitão, aos cuidados do maître boa-praça Augusto Vieira. Gosto demais dessa casa. https://menuagostini.com.br/selecao-carioca-os-tres-porquinhos-os-melhores-leitoes-do-rio/
      Do fim de tarde ainda não provei o leitão: gosto da empada de camarão e também da tortilla com chorizo. Pratos de bacalhau sempre ótimos, e impecáveis camarões ou lagostins al ajillo.

  2. Bom dia Bruno. No Fim de Tarde nao deixe de provar a zarzuela, prato típico da Catalunha. Esse eu aprendi a fazer aqui em casa, em Teresópolis. Ceviche também impecável. Concordo contigo que o leitão do Málaga é o melhor. O do Fim de Tarde idêntico. Não deixe de conhecer o português Concha Doce no Largo da Barra. Comida portuguesa mesmo. Os acompanhamentos do leitão são os mesmos de Portugal, arroz feito do sangue do animal. Ontem fui à Casa do Dardo depois de 7 anos sem ir. Mudou para melhor, o cardápio está muito mais sardo que antes. Estamos na semana da trilha. De entrada pedi trilha grelhada a 12,00. Perfeita. Depois aipo com bottarga e limão. Simples, regional, mas também perfeito. Quase pedi maloreddus com ragu de trilha garoupa e tomate, mas tinha leitão acompanhado de maloreddus com ragu de linguiça e nacos de Leitão. Desse maloreddus nada sobrou. Uma delícia. O leitão percebi que era sobra do Fim de semana. Requentado, estava abaixo da crítica. A carne fica rígida, o couro ainda crocante mas nada a ver com o leitão assado no dia. Também estava excessivamente gorduroso. Ia terminar com o tiramisu, mas o garçom avisou que a quantidade de bebida alcoólica era tão pouca no tiramisu que desisti. Acho que vou fundar uma Confraria doa amantes do Tiramisu com álcool, como é a receita original. Aqui no Brasil cada vez menos locais o fazem assim. Até na Itália em 2018 encontrei 2 restaurantes com tiramisu sem bebida alcoólica. De modo que fui no affogato de expresso com sorvete e sambuca. Ótimo. Para terminar, já que você sempre cita Teresópolis, onde moro, quero recomendar não o melhor tiramisu da cidade, mas o único que presta. Simplesmente maravilhoso. No Café San Telmo, na Praça Santa Teresa, a principal da cidade, de frente para a lateral da igreja Matriz. Não deixe de ir. Vais amar. Tiramisu nota 10 e o melhor expresso da cidade.

    1. Maravilha, obrigado pelas dicas. Quando puder, prove o tiramisú do Alloro, comi ontem. Em breve publico, provavelmente o melhor da cidade. Dia desses vamos marcar algo aqui na serra. Abraços!

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